QUEM SOU

Roteirista, dramaturgo, diretor, cinéfilo desde moleque, mestre em Direito do Estado. Professor coordenador dos cursos de Formação Livre em Roteiro da Academia Internacional de Cinema – AIC, professor de roteiro da pós-graduação do Centro Universitário Belas Artes. Integrou a comissão de seleção de projetos do BrLab em 2020 e 2021, maior laboratório de roteiro e projetos da América Latina e Península Ibérica. Em maio/2024, foi convidado pelo Therecine – Mostra de Cinema de Teresina, para ministrar oficinas sobre Narrativas Cinematográficas. Atuou como parecerista da Lei Paulo Gustavo no estado do Piauí em novembro/2023. Em 2022 fez Direção de Set da peça/filme Testando Senhorita Moss, dirigida por Ester Laccava e com fotografia de João Wainer. Em 2021 fez Direção de Set do filme A Árvore, com Alessandra Negrini e direção de João Wainer e Ester Laccava. Recebeu os prêmios de melhor roteiro no Festival de Paulínia (2010) e no Brazilian Film Festival de Miami (2010) pelo filme Depois do Almoço, além de ter sido exibido no Festival de Berlim – Berlinale (2010). O curta Lia e o Anjo foi selecionado pelo Festival da Cultura Inglesa (2013), e o documentário Anhangabaú da Feliz-Cidade, sobre o Teatro Oficina, integrou a Quadrienal de Arquitetura Cênica de Praga, em que o Brasil venceu a Triga de Ouro. Na Alemanha concluiu residência artística pela ZK/U Zentrum für Kunst und Urbanistik, cuja videoinstalação People Like You Appear To be Multiplying foi exibida na Berlin Art week-2013. No teatro escreveu e dirigiu as peças Josefina Canta (2016), Quando Eu Era Bonita (2015) e Mão e Pescoço (2010). Apenas como dramaturgo, assina as peças Ouro Oculto (2022) e Ossada (2019), ambas em parceria.

TEATRO

TEXTO E DIREÇÃO

[…] o texto de Elzemann Neves possui uma força incontestável, calcada na conversão da angústia kafkiana frente a um mundo sem sentido em perplexidade diante de um país em que a insensatez e o irracionalismo grassam diariamente como ocorrências sistêmicas, conjunturais, epidêmica. Tal força, então, contamina de forma muito positiva todo o projeto da encenação, assinada também por Elzemann. Direção, interpretação, cenários, figurinos e iluminação, assim, concorrem para materializar a teatralidade que é tão latente na obra de Kafka, traduzida ora por um expressionismo lúgubre e algo mortificador, ora pela importância que o corpo humano assume nas narrativas (transformando-se, muitas vezes, no tema principal das próprias ações vividas pelos personagens), ora ainda pelas tintas da viva […]

Josefina Canta

Quando eu era Bonita

[…] Quando Eu Era Bonita, um verdadeiro grito de liberdade feminina contra as amarras preconceituosas que sufocam muitas mulheres, é um alento. A obra é escrita e dirigida por Elzemann Neves, que coloca no palco duas mulheres de meia idade em reflexão constante sobre o que sobrou delas e para elas. Sabiamente, a encenação aposta no que tem de melhor: suas duas boas atrizes no palco, Lulu Pavarin e Ester Laccava. O centro da montagem é o diálogo constante entre ambas, num embate no qual rememoram seus dias de glória, acrescido de tédio profundo com os dias atuais, quando já não são tão mais bonitas assim e o mundo está bem mais careta e complicado.

[…] Em um perturbador embate psicológico, o trio passa a se confrontar em diálogos que estimulam o espectador a decifrar o subtexto. Os três atores dominam a encenação com expressividade peculiar e, muitas vezes, dispensam a palavra para transmitir o conflito dos personagens. As cores soturnas e fortes do cenário e dos figurinos formam um painel de imagens, em uma interessante fusão com o cinema.

Mão e Pescoço

Minha Mãe

O ensaísta e romancista francês Georges Bataille angariou o epíteto de “pensador da transgressão”. A adaptação de “Minha Mãe” para o palco faz jus a isso, como se verá na montagem que estréia hoje em São Paulo. São cenas de enfrentamento do tabu do incesto para questionar noções de amor e violência, loucura e desejo no território do erotismo. Há cinco anos o escritor Elzemann Neves alimenta o projeto de adaptar e traduzir a obra, que chega ao palco por meio da Cia. Nua, com interpretação solo de Bia Toledo e direção de Inês Aranha, e codireção de Neves. (pelo menos até aqui). “Minha Mãe” (1966) é a primeira parte de uma trilogia inacabada do autor. No livro, a história é narrada pelo filho, que constrói a personalidade de Hélène, a mãe, a partir de sua imatura concepção de vida. A adaptação de Neves tem como desafio dar voz a Hélène, transformando-a no centro da ação.[…]

Josefina Canta

[…] o texto de Elzemann Neves possui uma força incontestável, calcada na conversão da angústia kafkiana frente a um mundo sem sentido em perplexidade diante de um país em que a insensatez e o irracionalismo grassam diariamente como ocorrências sistêmicas, conjunturais, epidêmica. Tal força, então, contamina de forma muito positiva todo o projeto da encenação, assinada também por Elzemann. (pelo menos até aqui). Direção, interpretação, cenários, figurinos e iluminação, assim, concorrem para materializar a teatralidade que é tão latente na obra de Kafka, traduzida ora por um expressionismo lúgubre e algo mortificador, ora pela importância que o corpo humano assume nas narrativas (transformando-se, muitas vezes, no tema principal das próprias ações vividas pelos personagens), ora ainda pelas tintas da viva […]

Quando eu era Bonita

[…] Com um humor bastante ácido, inteligente e desprovido de qualquer tipo de eufemismo, as atrizes Ester Laccava e Lulu Pavarin apresentam ao público o difícil movimento de perceber (e aceitar) o envelhecimento feminino, bem como a incômoda sensação de perecividade que toda mulher enfrenta ao chegar à menopausa. “Quando Eu Era Bonita” se torna transgressora justamente porque joga luz nesse efeito colateral da vida: o envelhecimento. (pelo menos até aqui). […] Laccava e Pavarin nos conduzem ao clímax da história (um bate papo alcoolizado de duas amigas cinquentonas numa festa de fim de ano da empresa) com admirável talento e precisão; seguras e bem dirigidas por Neves, elas demonstram entrosamento e total domínio do texto e de suas personagens.

Mão e Pescoço

[…] Em um perturbador embate psicológico, o trio passa a se confrontar em diálogos que estimulam o espectador a decifrar o subtexto. Os três atores dominam a encenação com expressividade peculiar e, muitas vezes, dispensam a palavra para transmitir o conflito dos personagens. As cores soturnas e fortes do cenário e dos figurinos formam um painel de imagens, em uma interessante fusão com o cinema. […] Em um perturbador embate psicológico, o trio passa a se confrontar em diálogos que estimulam o espectador a decifrar o subtexto. Os três atores dominam a encenação com expressividade peculiar e, muitas vezes, dispensam a palavra para transmitir o conflito dos personagens. As cores soturnas e fortes do cenário e dos figurinos formam um painel de imagens, em uma interessante fusão com o cinema.

Minha Mãe

O ensaísta e romancista francês Georges Bataille angariou o epíteto de “pensador da transgressão”. A adaptação de “Minha Mãe” para o palco faz jus a isso, como se verá na montagem que estréia hoje em São Paulo. São cenas de enfrentamento do tabu do incesto para questionar noções de amor e violência, loucura e desejo no território do erotismo. Há cinco anos o escritor Elzemann Neves alimenta o projeto de adaptar e traduzir a obra, que chega ao palco por meio da Cia. Nua, com interpretação solo de Bia Toledo e direção de Inês Aranha, e codireção de Neves. (pelo menos até aqui). “Minha Mãe” (1966) é a primeira parte de uma trilogia inacabada do autor. No livro, a história é narrada pelo filho, que constrói a personalidade de Hélène, a mãe, a partir de sua imatura concepção de vida. A adaptação de Neves tem como desafio dar voz a Hélène, transformando-a no centro da ação.[…]

TEATRO

dramaturgia

Cinema | Audiovisual

ROTEIRO

Coordenador dos cursos de Formação Livre em Roteiro da Academia Internacional de Cinema – AIC, integrou a comissão de seleção de projetos do BrLab 2020 e 2021, maior laboratório de roteiro e projetos da América Latina e Península Ibérica.

Depois do Almoço

Prêmios de melhor roteiro no Brazilian Film Festival, de Miami e no Festival de Paulínia. Exibido no Festival de Berlin – Berlinale

Lia e o Anjo

Filme selecionado para o Festival de Cultura Inglesa, e exibido em mais de dez festivais de cinema nacionais e internacionais.

Anhangabaú da Feliz Cidade

Filme sobre o Teatro Oficina, integrou a Quadrienal de Arquitetura Cênica de Praga, em que o Brasil venceu a Triga de Ouro

Da Besta Natureza do Ser

Roteiro e direção de montagem do filme/ensaio, para o Laboratório Siameses

Coordenador dos cursos de Formação Livre em Roteiro da Academia Internacional de Cinema – AIC, integrou a comissão de seleção de projetos do BrLab 2020 e 2021, maior laboratório de roteiro e projetos da América Latina e Península Ibérica.

Depois do Almoço

Prêmios de melhor roteiro no Brazilian Film Festival, de Miami e no Festival de Paulínia. Exibido no Festival de Berlin – Berlinale

Lia e o Anjo

Filme selecionado para o festival da Cultura Inglesa

Anhangabaú da Feliz-Cidade

sobre o Teatro Oficina, integrou a Quadrienal de Arquitetura Cênica de Praga, em que o Brasil venceu a Triga de Ouro

Da Besta Natureza do Ser

Roteiro e direção de montagem do filme/ensaio, para o Laboratório Siameses

CINEMA | AUDIOVISUAL

ORIENTAÇÃO, DIREÇÃO E ROTEIRO

Filmes realizados como professor/orientador em cursos e oficinas na Academia Internacional de Cinema – AIC.

CURSOS E OFICINAS

agenda

CONTATO

© Copyright - 2026. Todos os Direitos Reservados